No contexto dos movimentos sociais em Moçambique, tem sido notório nos últimos tempos, o surgimento de vozes no seio da juventude, que baseando-se no princípio de representatividade, tem questionado incansavelmente os representantes do Estado, sobre os processos políticos e económicos no contexto da governação. Nesta senda, estes movimentos vem promovendo espaços para afirmação de uma cidadania ativa, socorrendo-se de múltiplas iniciativas para expressar-se, dentre as quais a musica. Este grupo de pesquisa analisa as diferentes configurações de engajamento cívico e de cidadania em Moçambique, centrando-se apenas em narrativas musicais de RAP de protesto, como ponto de entrada para a compreensão das dinâmicas de poder baseadas nas possíveis relações entre os músicos, o público, os representantes e agentes do Estado.