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Re-Framing SS Mendi: Curadoria e Comemoração da Memória “Desaparecida” na África do Sul

O naufrágio do SS Mendi em 1917 continua a ser um dos maiores desastres de guerra da África do Sul e uma das piores perdas marítimas durante a Primeira Guerra Mundial. No entanto, a memória de mais de 600 soldados negros sul-africanos que morreram a caminho da Europa para combater a “guerra do homem branco” foi racialmente segregada. A África do Sul logo desapareceu da memória pública. 100 anos depois, na república democrática da África do Sul, que ainda luta contra o legado do colonialismo e do apartheid, tornou-se uma prioridade nacional para comemorar o naufrágio do SS Mendi.

Em 2017, a Universidade da Cidade do Cabo é um local para manifestações estudantis violentas e para a exposição de comemoração do centenário, Abantu beMendi, que presta homenagem aos homens que morreram com o Mendi, mas que nunca foram reconhecidos ou premiados por seu serviço ao esforço de guerra. Compreendendo a pluralidade de obras de arte e documentação, Abantu beMendi é um espaço onde um comitê de curadoria diversificado em colaboração com artistas e partes interessadas negocia o que a memória do Mendi é hoje, e como descolonizar a curadoria e a representação. Como você reconstrói visualmente e materialmente uma memória de uma história que foi “esquecida”? Por que, depois de 100 anos de negligência oficial, apesar dos esforços da família e da comunidade para manter a memória viva, Mendi se tornou uma prioridade nacional hoje e cuja memória é comemorada?

Susanne Holm é uma fotógrafa e pesquisadora visual que se esforça para combinar arte e academia com o objetivo de melhorar a aplicabilidade de ambas. Após este projeto, ela se formou cum Laude com um Mestrado na Universidade de Leiden, especializada em Etnografia Visual. Este estudo foi realizado em colaboração com o comitê curatorial do Projeto Centenário Mendi, o Centro de Estudos Africanos da Universidade da Cidade do Cabo e a multidão de pessoas afetadas pela tragédia Mendi.

Neste contexto, como pesquisadora associada da Bloco 4 foundation, queremos enderençar os nossos parabéns pelo livro e acima de tudo pelo desafio que este, nos impõe nos estudos sobre memória e celebrações.

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